# Comparecimento no exterior sobe no 2º turno: 17 mil eleitores a mais nas mesmas seções

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- Published: 2026-10-25T15:24:16-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O comparecimento no exterior subiu no segundo turno. Nas 627 seções fora do Brasil
que já tinham boletim de urna publicado até as 15h20 deste domingo (25), votaram
194.624 eleitores, contra 177.411 nas mesmas seções no primeiro turno, em 4 de outubro.
São 17.213 pessoas a mais, e a taxa de comparecimento passou de 40,4% para 44,3%
dos aptos, uma alta de 3,9 pontos percentuais.

![Comparecimento no exterior: urna preparada para envio às seções fora do Brasil,
em mala diplomática](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/comparecimento-
no-exterior-2.webp)

Urna eleitoral é preparada em Brasília para envio às seções do exterior, em setembro
de 2026. Foto: José Cruz/Agência Brasil

A conta é da Folha e compara seção por seção os boletins de urna dos dois turnos
publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não é resultado oficial. A totalização
do tribunal começa a ser divulgada a partir das 17h, no horário de Brasília, e o
comparecimento final do exterior só será conhecido depois que as urnas das Américas
fecharem.

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 * [Como a Folha mediu o comparecimento no exterior](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comparecimento-no-exterior/#Como_a_Folha_mediu_o_comparecimento_no_exterior)
 * [Comparecimento sobe nos dez países com mais eleitores na conta](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comparecimento-no-exterior/#Comparecimento_sobe_nos_dez_paises_com_mais_eleitores_na_conta)
 * [O que falta entrar na conta](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comparecimento-no-exterior/#O_que_falta_entrar_na_conta)
 * [Quem pode votar fora do Brasil](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comparecimento-no-exterior/#Quem_pode_votar_fora_do_Brasil)

## Como a Folha mediu o comparecimento no exterior

Cada seção eleitoral imprime e publica um boletim de urna quando a votação acaba.
O arquivo traz o número de eleitores aptos naquela seção e a quantidade de votos
registrados, por candidato, em branco e nulos. A Folha leu os boletins do segundo
turno das seções do exterior que já tinham fechado e, para cada uma delas, baixou
o boletim da mesma seção no primeiro turno, no arquivo público do TSE.

No segundo turno, o comparecimento de cada seção é a soma dos votos de Flávio Bolsonaro(
PL), de Lula (PT), dos brancos e dos nulos. No primeiro turno havia mais candidatos
na disputa presidencial, e por isso a conta somou todos os votos nominais da seção,
de qualquer candidato, mais brancos e nulos. Com isso, cada seção é comparada com
ela mesma, com a mesma lista de eleitores, em duas datas.

O número de aptos quase não mudou entre um turno e outro. Nas 627 seções, eram 438.789
eleitores no dia 4 e 438.857 neste domingo, uma diferença de 68 pessoas. Ou seja,
o cadastro ficou praticamente igual, e o aumento veio de eleitores que faltaram 
no dia 4 e foram votar agora.

## Comparecimento sobe nos dez países com mais eleitores na conta

Dos 57 países com seções já somadas, os dez com mais eleitores aptos registraram
alta no comparecimento no exterior. O maior salto entre eles foi na Austrália, que
passou de 41,4% para 48,3%. A Suíça veio logo atrás, de 41,6% para 47,7%. Em Portugal,
que tem a maior comunidade de eleitores brasileiros na Europa, o comparecimento 
foi de 41,4% para 46,8%, o que representa 3.103 votantes a mais nas 75 seções já
somadas.

Veja os dez países com mais eleitores aptos nas seções comparadas, com o comparecimento
no 1º e no 2º turno:

 * Japão (119 seções, 88.299 aptos): de 41,5% para 42,6%, mais 989 votantes
 * Portugal (75 seções, 57.312 aptos): de 41,4% para 46,8%, mais 3.103
 * Alemanha (62 seções, 41.404 aptos): de 46,5% para 51,6%, mais 2.114
 * Espanha (52 seções, 40.718 aptos): de 29,5% para 34,3%, mais 1.954
 * Itália (59 seções, 38.757 aptos): de 31,2% para 34,9%, mais 1.441
 * França (38 seções, 29.617 aptos): de 38,5% para 43,6%, mais 1.488
 * Suíça (34 seções, 26.988 aptos): de 41,6% para 47,7%, mais 1.638
 * Austrália (29 seções, 20.280 aptos): de 41,4% para 48,3%, mais 1.396
 * Irlanda (28 seções, 16.725 aptos): de 50,3% para 54,3%, mais 669
 * Países Baixos (17 seções, 12.761 aptos): de 50,6% para 55,6%, mais 643

O Japão, que tem o maior eleitorado da amostra, foi o que menos mudou entre os dez:
alta de 1,1 ponto. Na [votação no Japão](https://folhadepatrocinio.com/noticias/votacao-no-japao/),
as urnas fecharam ainda de madrugada pelo horário de Brasília, por causa do fuso
de 12 horas. Na outra ponta, Espanha e Itália continuam com os menores índices do
grupo, abaixo de 35%, mesmo com a alta.

A queda apareceu só em países com poucas seções na conta, quase todos com uma ou
duas urnas. O caso mais visível foi a Palestina, onde o comparecimento das três 
seções somadas caiu de 56,3% para 50,1%. Também houve recuo pequeno em Jordânia,
Singapura, Catar, República Tcheca, Turquia, Eslovênia, Índia, Marrocos e Quênia.

## O que falta entrar na conta

As 627 seções somadas representam 46% das 1.351 seções instaladas fora do país. 
Estão na conta Ásia, Oceania, Europa, Oriente Médio e parte da África. Faltam todas
as seções das Américas, inclusive as dos Estados Unidos, onde vive o maior número
de eleitores brasileiros no exterior e onde a votação vai até as 17h locais, ou 
seja, até as 18h de Brasília na costa leste e até as 21h na costa oeste. O Reino
Unido também tinha só 6 seções somadas no horário da consulta.

Essa ausência pesa na comparação com o comparecimento no exterior registrado oficialmente
no primeiro turno. Em 4 de outubro, o TSE registrou 37,31% de comparecimento no 
exterior. As seções que já estão na conta da Folha tinham ido melhor do que essa
média no primeiro turno (40,4%), porque a abstenção foi mais alta nas Américas. 
Nos Estados Unidos, segundo os dados do tribunal divulgados depois do primeiro turno,
sete em cada dez eleitores aptos não votaram.

A alta de 3,9 pontos vale, então, para as seções que já fecharam. Ela mostra para
que lado foi o comparecimento no exterior até aqui, mas não serve para projetar 
a taxa final, que vai depender das seções das Américas, abertas até a noite.

## Quem pode votar fora do Brasil

No exterior, o eleitor vota apenas para presidente da República. Neste segundo turno,
cerca de 916 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país, em seções montadas
sobretudo em embaixadas e consulados, mas também em escolas, hotéis e outros espaços
cedidos. A votação segue o horário de cada lugar, das 8h às 17h locais. Quem mora
fora e não transferiu o título para o exterior precisa justificar a ausência, o 
que pode ser feito numa mesa receptora ou pelo aplicativo e-Título.

O resultado da disputa no exterior, com os votos de cada candidato nos boletins 
de urna, está na [parcial do exterior](https://folhadepatrocinio.com/noticias/parcial-do-exterior/),
e o desempenho de cada candidato fora do país no primeiro turno está na reportagem
sobre a [votação no exterior em 4 de outubro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/votacao-no-exterior/).
A partir das 17h, os números oficiais do TSE para todo o país passam a ser acompanhados
na página de [apuração em tempo real](https://folhadepatrocinio.com/noticias/apuracao-em-tempo-real/)
da Folha. Os boletins de urna e a totalização oficial ficam disponíveis no [site de resultados do TSE](https://resultados.tse.jus.br/oficial/app/index.html).
