# Fachin leva comando da Polícia Federal ao Plenário e STF julga em 15 de setembro

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- Published: 2026-09-10T01:06:40-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O Supremo Tribunal Federal marcou para a manhã de 15 de setembro a sessão extraordinária
que vai definir o comando da Polícia Federal. A convocação partiu do presidente 
da Corte, Edson Fachin, que na noite de quarta-feira (9) suspendeu de uma vez as
duas decisões monocráticas que haviam colocado e retirado Andrei Rodrigues do cargo
em menos de 48 horas.

Até o julgamento, Andrei Rodrigues permanece à frente da corporação. Fachin também
deu prazo de 48 horas para que ele preste informações sobre o caso.

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 * [O que Fachin decidiu sobre o comando da Polícia Federal](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comando-da-policia-federal/#O_que_Fachin_decidiu_sobre_o_comando_da_Policia_Federal)
 * [Três decisões em três dias](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comando-da-policia-federal/#Tres_decisoes_em_tres_dias)
 * [Por que o Plantão da Globo entrou no ar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comando-da-policia-federal/#Por_que_o_Plantao_da_Globo_entrou_no_ar)
 * [O que acontece na sessão de 15 de setembro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comando-da-policia-federal/#O_que_acontece_na_sessao_de_15_de_setembro)

## O que Fachin decidiu sobre o comando da Polícia Federal

A decisão saiu na Suspensão de Liminar 1.946, procedimento que corre na Presidência
do tribunal e foi acionado pela União, por meio da Advocacia-Geral da União. Fachin
deferiu o pedido e derrubou os efeitos das duas ordens anteriores: a de André Mendonça,
que na segunda-feira (8) afastou o diretor-geral e o diretor de Inteligência Leandro
Almada, e a de Flávio Dino, que na quarta reintegrou os dois.

No texto, o presidente do STF descreve o quadro como de “conflitos e sobreposições
processuais”, com risco de decisões contraditórias e “grave lesão à ordem pública
e à integridade” do tribunal. Em outro trecho, registra que é grave a situação em
que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, ou seja, por 
colegas de mesma hierarquia, enquanto tramitam processos sobre o mesmo tema na Segunda
Turma e um pedido de suspensão na própria Presidência.

## Três decisões em três dias

A sequência que levou o comando da Polícia Federal a esse ponto começou na segunda-
feira. Mendonça acolheu pedido do partido Novo e determinou o afastamento preventivo
dos dois policiais, sustentando ter sido alvo de monitoramento ilegal por relatórios
de inteligência produzidos ao longo de agosto.

Na terça-feira (8), a Segunda Turma chegou a formar maioria pela manutenção do afastamento,
com os votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques, antes de o julgamento ser interrompido
por pedido de vista de Gilmar Mendes. Dias Toffoli se declarou impedido. A Folha
registrou [o placar formado naquele dia](https://folhadepatrocinio.com/noticias/afastamento-de-andrei-rodrigues/).

Na quarta-feira, Dino derrubou a liminar do colega e mandou reintegrar os dois, 
argumentando que partido político não tem legitimidade para pedir cautelar de natureza
pessoal em processo penal e que a controvérsia deveria ir ao Plenário. Essa [decisão de reintegração](https://folhadepatrocinio.com/noticias/diretor-geral-da-pf-reintegrado/)
durou poucas horas: à noite, Fachin suspendeu também essa ordem.

![Bancada de ministros em sessão solene, referência ao julgamento sobre o comando
da Polícia Federal marcado no STF](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/
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Bancada de ministros em sessão solene no TSE, em maio. O Plenário do STF se reúne
em 15 de setembro para decidir o caso. Foto: TSE

## Por que o Plantão da Globo entrou no ar

A TV Globo interrompeu a programação com a vinheta do Plantão para anunciar a decisão.
O recurso costuma ficar reservado a fatos de grande repercussão, e o próprio anúncio
acabou rendendo comentários nas redes sociais ao longo da noite, com internautas
relatando o susto de ver a vinheta no ar.

O efeito se repete há anos. A vinheta ficou associada a mortes de figuras públicas
e a desastres, e boa parte do público reage a ela antes mesmo de saber qual é a 
notícia.

## O que acontece na sessão de 15 de setembro

A sessão foi convocada em caráter extraordinário e presencial, marcada para as 10h
de terça-feira. Os onze ministros vão analisar o processo que está no centro da 
disputa e definir a situação do diretor-geral. É o Plenário que deve encerrar o 
vaivém de decisões individuais sobre o comando da Polícia Federal.

A questão de fundo vai além de saber quem chefia a corporação. Ela envolve quem 
tem competência para decidir sobre o comando da Polícia Federal. Mendonça levou 
o caso à Segunda Turma, Dino sustentou que ele cabe ao Plenário e Fachin encaminhou
a controvérsia para o colegiado completo. Enquanto o Plenário não se manifesta, 
nenhuma decisão individual resolve o impasse de forma definitiva.

O pedido original do Novo tem origem na Operação Compliance Zero, que apura fraudes
ligadas ao Banco Master, e em mensagens atribuídas ao ex-controlador da instituição,
Daniel Vorcaro, que citam o diretor-geral da Polícia Federal. Nenhuma das pessoas
mencionadas foi condenada, e as apurações seguem em curso.

Até a publicação desta reportagem, nem o Supremo como instituição nem a Polícia 
Federal haviam comentado publicamente o embate entre os ministros. O teor da decisão
de quarta-feira foi divulgado pelo [portal Metrópoles](https://www.metropoles.com/colunas/manoela-alcantara/fachin-suspende-decisoes-de-mendonca-e-dino-sobre-andrei-rodrigues)
e confirmado por outros veículos de circulação nacional.
