# Cleitinho e Bolsonaro: senador mostra foto do ex-presidente na tribuna e diz que ele está fora das listas, mas preso

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- Published: 2026-11-02T16:07:10-03:00
- Author: Caio Menezes

Com uma foto de Jair Bolsonaro nas mãos, na tribuna do Senado, Cleitinho Azevedo(
Republicanos) desfiou uma lista de escândalos e concluiu: “Mas ele está preso”. 
O trecho de 26 segundos do discurso voltou a circular nas redes nesta segunda-feira(
2) e passou de 50 mil curtidas em poucas horas. O vídeo de Cleitinho e Bolsonaro
reaparece um mês depois de o senador ser eleito governador de Minas Gerais no primeiro
turno, com 71,5% dos votos válidos em [Patrocínio (MG)](https://folhadepatrocinio.com/noticias/voto-para-governador-em-patrocinio/).

O vídeo não informa a data do discurso. Pelo que ele diz, a fala é posterior a novembro
de 2025, quando Bolsonaro foi preso e o caso do Banco Master estourou.

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 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cleitinho-e-bolsonaro/#)

 * [Cleitinho e Bolsonaro: o que o senador disse](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cleitinho-e-bolsonaro/#Cleitinho_e_Bolsonaro_o_que_o_senador_disse)
 * [As listas que ele citou](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cleitinho-e-bolsonaro/#As_listas_que_ele_citou)
 * [Por que Bolsonaro está preso](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cleitinho-e-bolsonaro/#Por_que_Bolsonaro_esta_preso)
 * [O governador eleito e a disputa com Lula](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cleitinho-e-bolsonaro/#O_governador_eleito_e_a_disputa_com_Lula)

## Cleitinho e Bolsonaro: o que o senador disse

Cleitinho começa pedindo que o público olhe a foto. Em seguida, enumera os casos
em que, segundo ele, o ex-presidente não aparece: “Ele não está na lista do Vorcaro.
Ele também não esteve na lista do INSS. Ele também não esteve na lista da Odebrecht.
Ele também não esteve na lista da Lava Jato. Nem do Petrolão e nem do Mensalão”.
Depois, a frase que dá o tom do vídeo: “Mas ele está preso. Essa pessoa é o Bolsonaro”.

No fim, o senador ironiza quem diz “defender a democracia e o processo legal” e 
afirma que “chegou a hora de a gente passar esse país a limpo, e cabe a nós, senadores”.
O recado é para o próprio Senado, onde ele cumpre mandato até tomar posse no Palácio
Tiradentes, em 6 de janeiro de 2027.

![Cleitinho e Bolsonaro: o senador Cleitinho Azevedo discursa com o microfone na
tribuna do plenário do Senado](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/
2026/11/cleitinho-e-bolsonaro-2.webp)

Cleitinho na tribuna do Senado, em foto de arquivo de maio de 2025. Foto: Waldemir
Barreto/Agência Senado

## As listas que ele citou

Cada nome da fala remete a um caso conhecido. “Lista do Vorcaro” é uma referência
a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso em novembro de 2025 pela Polícia
Federal. Ele chegou a ser solto dias depois, voltou à prisão em março de 2026 e 
segue na [Papudinha](https://folhadepatrocinio.com/noticias/soltura-de-vorcaro/),
em Brasília. Mensagens do celular dele, obtidas pela PF, citam autoridades e viraram
assunto no Congresso.

A “lista do INSS” fala da fraude nos descontos feitos sem autorização em aposentadorias
e pensões, investigada pela PF e por uma CPMI no Congresso. Cleitinho defendeu a
instalação da comissão em discursos no plenário. Odebrecht, Lava Jato, Petrolão 
e Mensalão são os escândalos de corrupção que marcaram os governos do PT entre 2005
e 2016, com delações, condenações e anulações posteriores no STF.

O argumento do senador é que Bolsonaro não foi condenado em nenhum desses casos,
o que é verdade. A prisão dele também não tem relação com corrupção, e sim com a
eleição de 2022.

## Por que Bolsonaro está preso

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em setembro
de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista depois da eleição de 
2022. A condenação inclui tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do
Estado democrático de direito. Em 22 de novembro de 2025, o ministro Alexandre de
Moraes decretou a prisão preventiva por risco de fuga, e o ex-presidente ficou numa
sala da Polícia Federal em Brasília.

Depois, o STF concedeu a prisão domiciliar, e é em casa que ele cumpre a pena hoje.
Em março, num discurso no plenário registrado pela [Agência Senado](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/24/cleitinho-defende-revogacao-da-condenacao-de-bolsonaro),
Cleitinho disse que a domiciliar não bastava: “Nós não queremos prisão domiciliar”.
Ele defende a revogação da condenação e o impeachment de ministros do STF.

A defesa de Bolsonaro tenta reverter a pena por uma [revisão criminal](https://folhadepatrocinio.com/noticias/revisao-criminal-de-bolsonaro/)
que está com o ministro Kassio Nunes Marques. A Procuradoria-Geral da República 
já se manifestou contra o primeiro pedido. A Lei da Dosimetria, que pode reduzir
parte da pena, foi promulgada em maio, mas a aplicação está suspensa por decisão
de Moraes. Há ainda a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por 
um [indulto ou uma anistia](https://folhadepatrocinio.com/noticias/alcolumbre-avalia-indulto/).

## O governador eleito e a disputa com Lula

Cleitinho foi eleito em 4 de outubro com 6.321.351 votos, 55,40% dos válidos, segundo
o [Tribunal Superior Eleitoral](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/cleitinho-azevedo-republicanos-e-eleito-governador-de-minas-gerais),
e não precisou de segundo turno. No segundo turno presidencial, fez campanha por
Flávio Bolsonaro, inclusive na [motociata em BH](https://folhadepatrocinio.com/noticias/motociata-de-flavio-em-bh/)
na véspera da votação. Lula foi reeleito em 25 de outubro.

Agora o governador eleito vai ter de negociar com o presidente que combateu. A dívida
de Minas com a União passa de R$ 179 bilhões, e Cleitinho já disse que [procuraria Lula](https://folhadepatrocinio.com/noticias/divida-de-minas-e-lula/)
para tratar dela. Enquanto isso, a [transição em Minas](https://folhadepatrocinio.com/noticias/transicao-em-minas/)
segue com reuniões entre a equipe dele e a do governador Mateus Simões.

A Folha não localizou nos registros do Senado a data exata do discurso. Em Patrocínio,
onde sete em cada dez eleitores votaram em Cleitinho, a fala chega num momento em
que o governador eleito monta a equipe e se prepara para dividir a mesa com o governo
federal.
