# Primeira mulher na Defesa? Lula avalia Cinara Wagner Fredo, secretária-geral indicada por Múcio para o quarto mandato

- Link: https://folhadepatrocinio.com/noticias/cinara-wagner-fredo/
- Published: 2026-10-31T19:31:55-03:00
- Author: Caio Menezes

O Ministério da Defesa nunca teve uma mulher no comando desde que foi criado, em
1999, e isso pode mudar no quarto mandato de Lula (PT). O nome mais citado para 
a vaga é o de Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da pasta, indicada pelo
próprio ministro José Múcio Monteiro. Segundo reportagens publicadas nesta sexta-
feira (30) e neste sábado (31), Múcio avisou ao presidente que não poderá continuar
no cargo a partir de 2027.

Lula ainda não decidiu. Não houve anúncio oficial, e a indicação de Múcio não garante
a escolha. Aliados do presidente defendem que uma mulher civil à frente da pasta
que comanda as Forças Armadas teria peso político neste momento.

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cinara-wagner-fredo/#)

 * [Quem é Cinara Wagner Fredo](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cinara-wagner-fredo/#Quem_e_Cinara_Wagner_Fredo)
 * [Por que Múcio deixa a Defesa](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cinara-wagner-fredo/#Por_que_Mucio_deixa_a_Defesa)
 * [Uma pasta que só teve homens](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cinara-wagner-fredo/#Uma_pasta_que_so_teve_homens)
 * [O que a escolha significa para as Forças Armadas](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cinara-wagner-fredo/#O_que_a_escolha_significa_para_as_Forcas_Armadas)

## Quem é Cinara Wagner Fredo

Cinara Wagner Fredo é a número dois do Ministério da Defesa. Como secretária-geral,
ela responde pela gestão administrativa da pasta, abaixo apenas do ministro. É formada
em Direito, tem mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (
FGV) e especialização em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa pela Escola
Superior de Guerra, o centro de estudos que forma civis e militares para a área.

Antes da Defesa, fez carreira na gestão pública federal. Desde 2016, passou pela
Secretaria de Governo Digital, pelo Ministério da Cidadania, pela Secretaria Especial
de Previdência e Trabalho e pelo Ministério da Previdência Social. O perfil é de
técnica da administração, e não de política com mandato.

## Por que Múcio deixa a Defesa

José Múcio Monteiro assumiu a Defesa em janeiro de 2023, no início do terceiro mandato
de Lula, depois de ter sido ministro e presidente do Tribunal de Contas da União(
TCU). Ficou com a tarefa de reconstruir a relação do governo com as Forças Armadas,
que se desgastou ainda mais com os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos 
Três Poderes. Agora, comunicou ao presidente que não seguirá no posto no próximo
mandato. Os motivos não foram detalhados publicamente.

Antes de bater o martelo, Lula ouve aliados próximos, entre eles o senador Camilo
Santana (PT-CE) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), segundo as reportagens.
A escolha do ministro é livre: cabe só ao presidente nomear, sem votação no Senado.

## Uma pasta que só teve homens

O [Ministério da Defesa](https://www.gov.br/defesa/pt-br) foi criado em 1999, no
governo Fernando Henrique Cardoso, para reunir sob um comando civil a Marinha, o
Exército e a Aeronáutica, que até então tinham ministérios próprios. Em quase três
décadas, a pasta teve políticos, diplomatas, juristas e generais no comando, sempre
homens. Se Cinara for nomeada, será a primeira mulher no cargo.

A montagem do novo ministério está em andamento. A Folha já mostrou outros nomes
cotados para o governo que começa em 2027, como o do criminalista [Pierpaolo Bottini para o Ministério da Justiça](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ex-advogado-de-vorcaro/),
e os impasses que o presidente leva ao quarto mandato, da tarifa americana ao embaixador
dos EUA, na reportagem sobre [o impasse que Lula leva ao quarto mandato](https://folhadepatrocinio.com/noticias/impasse-que-lula-leva/).

## O que a escolha significa para as Forças Armadas

O ministro da Defesa é o elo entre o presidente e os comandantes da Marinha, do 
Exército e da Aeronáutica, além de cuidar do orçamento militar, dos projetos estratégicos
e das operações de garantia da lei e da ordem. A área de segurança também está na
pauta do governo: na campanha, Lula prometeu fortalecer as polícias, enquanto uma
portaria cortou verba da Polícia Rodoviária Federal, como mostrou a reportagem sobre
[a verba da PRF](https://folhadepatrocinio.com/noticias/verba-da-prf/).

Até a publicação desta reportagem, nem o Palácio do Planalto nem o Ministério da
Defesa tinham comentado em público a possível indicação. A Folha vai atualizar o
texto quando houver anúncio oficial.
