# Canal Exército do Lula: coligação pede ao TSE para tirá-lo da campanha

- Link: https://folhadepatrocinio.com/noticias/canal-exercito-do-lula/
- Published: 2026-10-18T19:50:15-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O canal Exército do Lula, que o deputado federal André Janones mantém no WhatsApp
para apoiar o presidente, é ou não é um canal da campanha? A coligação de Lula (
PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (16), que ele deixe
de ser tratado como vinculado à candidatura. O pedido chega uma semana depois de
o mesmo canal ter sido suspenso e liberado duas vezes pela Corte, em uma disputa
aberta por uma ação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/canal-exercito-do-lula/#)

 * [O que a coligação pediu ao TSE](https://folhadepatrocinio.com/noticias/canal-exercito-do-lula/#O_que_a_coligacao_pediu_ao_TSE)
 * [A regra nova sobre canais de apoiadores](https://folhadepatrocinio.com/noticias/canal-exercito-do-lula/#A_regra_nova_sobre_canais_de_apoiadores)
 * [Como o canal Exército do Lula chegou ao TSE](https://folhadepatrocinio.com/noticias/canal-exercito-do-lula/#Como_o_canal_Exercito_do_Lula_chegou_ao_TSE)
 * [O que muda se o pedido for aceito](https://folhadepatrocinio.com/noticias/canal-exercito-do-lula/#O_que_muda_se_o_pedido_for_aceito)

## O que a coligação pediu ao TSE

Na petição, a coligação Brasil Pronto pra Mais sustenta que o canal Exército do 
Lula é uma iniciativa individual de Janones, de apoio espontâneo ao candidato, e
não faz parte da estrutura oficial da campanha. Segundo os advogados, o canal não
recebe dinheiro, bens ou serviços da campanha, da coligação ou dos partidos que 
a integram. A defesa diz ainda que a candidatura não orienta o conteúdo, a frequência
das mensagens nem as metas do canal, e que o endereço dele não é divulgado nos perfis
oficiais de Lula.

O pedido foi feito no mesmo dia em que o TSE aprovou mudanças na resolução que regula
a propaganda eleitoral. A Folha não localizou, até a publicação, decisão da Corte
sobre a petição.

![Lula e André Janones lado a lado em 2022, em foto ligada ao canal Exército do 
Lula](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/canal-exercito-do-
lula-2.webp)

Lula e Janones em agosto de 2022, na campanha daquele ano. Foto: Lula Oficial (CC
BY-SA 4.0)

## A regra nova sobre canais de apoiadores

As mudanças acrescentaram três artigos, do 33-E ao 33-G, à [Resolução 23.610/2019 do TSE](https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2019/resolucao-no-23-610-de-18-de-dezembro-de-2019).
Eles definem quando um canal de mensagens, um fórum ou uma plataforma de terceiros
passa a contar como canal de uma campanha. Entram na conta o uso de recursos da 
candidatura, o compartilhamento habitual de material oficial, o suporte técnico,
a divulgação do link nos perfis do candidato e a orientação da campanha sobre o 
que publicar e com que frequência.

A norma também diz o que, sozinho, não cria vínculo: a iniciativa individual de 
apoio espontâneo e a menção isolada ao canal por um candidato. É nesse ponto que
a coligação de Lula se apoia para pedir que o Exército do Lula fique de fora.

## Como o canal Exército do Lula chegou ao TSE

A briga começou no domingo (11). A pedido da campanha de Flávio, o presidente do
TSE, Kassio Nunes Marques, mandou suspender o canal. Horas depois, o corregedor-
geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão e o canal voltou 
ao ar. Na terça (13), Nunes Marques reexaminou o caso e suspendeu o canal de novo,
por entender que a falta de comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral bastava
para isso. A retomada foi autorizada desde que a campanha de Lula registrasse o 
canal no TSE, e ele voltou a funcionar na noite de quarta (14).

O canal tem mais de 4 milhões de inscritos e virou alvo de críticas da oposição.
A Folha mostrou em [reportagem sobre o vídeo do deputado Jeffrey Chiquini](https://folhadepatrocinio.com/noticias/exercito-do-lula/)
como o canal virou munição contra a campanha petista.

## O que muda se o pedido for aceito

Se o TSE aceitar a petição, o Exército do Lula deixa de ser tratado como canal de
comunicação da campanha e passa a contar como iniciativa de um apoiador. O registro
feito na semana passada, exigido para que o canal voltasse ao ar, foi feito pela
própria campanha de Lula. A coligação tenta agora desfazer esse vínculo com base
na regra nova. Se o pedido for negado, o canal continua registrado como da campanha.

A disputa acontece a uma semana do segundo turno, marcado para o domingo, 25 de 
outubro. As [pesquisas do segundo turno](https://folhadepatrocinio.com/noticias/pesquisas-do-segundo-turno/)
mostram uma disputa apertada entre Lula e Flávio, e a contagem dos votos terá [apuração em tempo real](https://folhadepatrocinio.com/noticias/apuracao-em-tempo-real/)
na Folha. A reportagem será atualizada quando o TSE decidir sobre o canal Exército
do Lula.
