# Presidente do Novo diz que o Brasil não é uma democracia e cita três ações pela cassação da chapa de Lula

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- Published: 2026-10-27T00:30:31-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou nesta segunda-feira (26)
que o Brasil não é uma democracia e que o resultado da eleição é a prova disso. 
A declaração veio um dia depois do segundo turno, em que Lula foi reeleito com 51,79%
dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). Ribeiro acusa o PT de
usar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal (STF) para se manter no poder
e diz que o partido tem três ações pedindo a cassação da chapa de Lula.

A frase é uma avaliação política de Ribeiro, não uma decisão da Justiça. Até a publicação
desta matéria, não havia manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do PT
nem do governo federal sobre a declaração.

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 * [O que há por trás de dizer que o Brasil não é uma democracia](https://folhadepatrocinio.com/noticias/brasil-nao-e-uma-democracia/#O_que_ha_por_tras_de_dizer_que_o_Brasil_nao_e_uma_democracia)
 * [As três ações do Novo contra a chapa de Lula](https://folhadepatrocinio.com/noticias/brasil-nao-e-uma-democracia/#As_tres_acoes_do_Novo_contra_a_chapa_de_Lula)
 * [O que acontece com o pedido](https://folhadepatrocinio.com/noticias/brasil-nao-e-uma-democracia/#O_que_acontece_com_o_pedido)

## O que há por trás de dizer que o Brasil não é uma democracia

Ribeiro disse que o PT fez uma campanha cheia de mentiras e usou como nunca a máquina
pública e o STF para permanecer no poder. Afirmou que o Novo tem três ações pedindo
a cassação da chapa e cobrou que a Justiça cumpra o seu papel, “se ainda existe 
Justiça neste país”. A fala foi divulgada em uma publicação nesta segunda.

O resultado oficial do segundo turno deu a Lula cerca de 64,2 milhões de votos e
a Flávio Bolsonaro cerca de 59,8 milhões, uma diferença de 4,4 milhões. As declarações
de Ribeiro se somam a outras reações de alas da direita depois da derrota de Flávio.
O Novo teve o ex-governador de Minas Romeu Zema como candidato à Presidência no 
primeiro turno e, no segundo, declarou apoio a Flávio.

![Brasil não é uma democracia, diz Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Novo,
em evento do partido](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/brasil-
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Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Novo, em evento do partido. Foto: Reprodução

## As três ações do Novo contra a chapa de Lula

Ribeiro não detalhou quais são as três ações, e a Folha conseguiu confirmar uma 
delas: a ação de investigação judicial eleitoral (Aije) apresentada ao TSE em 20
de outubro, cinco dias antes do segundo turno. O pedido é de cassação dos registros
de candidatura de Lula e do vice, Geraldo Alckmin (PSB), e de inelegibilidade dos
dois por oito anos.

O Novo sustenta que houve abuso de poder político e econômico. Segundo a ação, o
governo editou 35 medidas provisórias e decretos com benefícios sociais e econômicos
entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026, e 12 saíram já no período eleitoral.
O partido cita como exemplos o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, a ampliação 
dos subsídios aos combustíveis, o Desenrola 3.0 e o fim da taxa das blusinhas, e
estima um impacto fiscal de cerca de R$ 73 bilhões. O governo defende a legalidade
das medidas. O Novo também levou o assunto ao Tribunal de Contas da União, para 
examinar o efeito das medidas nas contas públicas.

Como a Folha mostrou, o [Novo pediu no TSE a cassação da chapa de Lula e Alckmin por 35 medidas em ano eleitoral](https://folhadepatrocinio.com/noticias/cassacao-da-chapa-de-lula/)
antes de a votação acontecer.

## O que acontece com o pedido

A Aije está prevista na [Lei Complementar 64/1990](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp64.htm),
que também fixa a inelegibilidade de oito anos. Em eleição presidencial, o caso 
é conduzido pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, e o julgamento cabe ao plenário
do TSE. Esse tipo de ação costuma levar meses, e a decisão pode sair depois da posse,
marcada para 1º de janeiro. Pelo que consta, a ação não altera o resultado da votação
de domingo (25), que a Folha acompanhou na [apuração em tempo real](https://folhadepatrocinio.com/noticias/apuracao-em-tempo-real/).

A frase de que o Brasil não é uma democracia não é um pedido judicial: o que a Justiça
Eleitoral vai analisar é a Aije e os documentos que a acompanham. Os pedidos ainda
dependem dessa análise, e não há data para o julgamento.

Sobre o partido em Minas, a Folha mostrou que [21 lideranças do Novo em Minas pedem troca no comando e citam Patrocínio na carta](https://folhadepatrocinio.com/noticias/novo-em-minas/).
Outro nome do Novo que ganhou espaço depois da eleição foi o do senador eleito do
Paraná, e a Folha registrou o que [Deltan Dallagnol disse sobre o resultado e o cálculo de R$ 463 bilhões](https://folhadepatrocinio.com/noticias/deltan-e-o-sistema/).
A Folha atualiza esta matéria sobre a declaração de que o Brasil não é uma democracia
quando houver resposta do TSE ou nova manifestação do Novo.
