# Bolsonaro pede médico e enfermeira em casa a Moraes, que autorizou o retorno do grupo de oração

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- Published: 2026-10-26T18:14:00-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

Bolsonaro pede médico e enfermeira em casa a Moraes. A defesa do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL) protocolou nesta segunda-feira (26) um pedido ao ministro Alexandre
de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para cadastrar e autorizar o ingresso
de dois profissionais de saúde, um médico e uma enfermeira, na residência onde ele
cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A defesa não informou o motivo específico
nem disse se há algum novo problema de saúde, segundo o documento a que a imprensa
teve acesso. Até o início da tarde, não havia decisão de Moraes sobre o pedido.

O requerimento foi feito dentro do processo de execução penal da condenação de 27
anos e 3 meses de prisão imposta a Bolsonaro, em setembro de 2025, na ação sobre
a tentativa de golpe de Estado. O pedido chega um dia depois do segundo turno das
eleições presidenciais.

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 * [O que Moraes decidiu sobre o grupo de oração](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bolsonaro-pede-medico-e-enfermeira-a-moraes/#O_que_Moraes_decidiu_sobre_o_grupo_de_oracao)
 * [O que está em vigor na prisão domiciliar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bolsonaro-pede-medico-e-enfermeira-a-moraes/#O_que_esta_em_vigor_na_prisao_domiciliar)
 * [O que se sabe sobre a saúde do ex-presidente](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bolsonaro-pede-medico-e-enfermeira-a-moraes/#O_que_se_sabe_sobre_a_saude_do_ex-presidente)
 * [Homem é detido na porta da casa](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bolsonaro-pede-medico-e-enfermeira-a-moraes/#Homem_e_detido_na_porta_da_casa)

## O que Moraes decidiu sobre o grupo de oração

No sábado (24), Moraes autorizou a retomada das reuniões do grupo de oração na casa
de Bolsonaro, no Jardim Botânico. A defesa tinha pedido a retomada na sexta-feira(
23), exclusivamente para orações e com observância das condições de segurança. O
grupo tem 13 pessoas indicadas pelos advogados e se reúne às quartas-feiras, às 
19h.

As visitas ao ex-presidente tinham sido suspensas depois do descumprimento de condições
da prisão domiciliar. Na decisão, o ministro registrou que o período de suspensão
já havia terminado. Moraes determinou que todas as visitas observem as medidas de
segurança e as determinações legais e judiciais fixadas antes. O texto da decisão,
segundo os relatos, não detalha qual condição havia sido descumprida. Em outra decisão,
de 12 de outubro, o ministro liberou visitas do senador [Flávio Bolsonaro, com veto ao uso eleitoral](https://folhadepatrocinio.com/noticias/moraes-autoriza-visitas/).

![O ministro Alexandre de Moraes fala ao microfone em reunião, no contexto do pedido
em que Bolsonaro pede médico e enfermeira](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/
uploads/2026/10/bolsonaro-pede-medico-e-enfermeira-a-moraes-2.webp)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, em cerimônia de sanção de leis em Brasília,
em julho de 2026. Foto: Luiz Silveira/STF (domínio público).

## O que está em vigor na prisão domiciliar

Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro em 24 de março de 2026,
a pedido da defesa, que alegou agravamento da saúde. Ele estava internado no Hospital
DF Star, em Brasília, desde o dia 13 daquele mês com broncopneumonia bacteriana,
e a medida passou a valer com a alta. O ministro citou a idade, de 71 anos, e a 
fragilidade imunológica de idosos, e registrou que o 19º Batalhão da Polícia Militar,
a chamada Papudinha, onde ele cumpria pena, tem condições de oferecer atendimento
médico. O prazo inicial era de 90 dias, depois dos quais o benefício deveria ser
reanalisado, e a prisão domiciliar segue em vigor.

As condições impostas na decisão original incluem o uso de tornozeleira eletrônica
e a proibição de usar celular e de acessar redes sociais, inclusive por meio de 
terceiros, e de gravar vídeos para a internet. Também ficaram proibidos acampamentos,
manifestações e aglomerações em um raio de 1 quilômetro da casa, no condomínio Solar
de Brasília, e policiais militares passaram a fazer a segurança do imóvel. Nos 90
dias iniciais, as visitas ficaram restritas a filhos, médicos e advogados. A fonte
dessas regras é a decisão do ministro, divulgada na ocasião pela [Agência Brasil](https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-03/alexandre-de-moraes-concede-prisao-domiciliar-bolsonaro).

## O que se sabe sobre a saúde do ex-presidente

Segundo o boletim médico divulgado na sexta-feira (23), Bolsonaro permanece clinicamente
estável, mas apresenta problemas de equilíbrio e sonolência durante o dia, provocados
por efeitos colaterais de medicamentos. Na semana passada, ele fez uma sessão de
fisioterapia com exercícios de fortalecimento muscular, mobilidade e alongamento.
Um relatório da Polícia Militar do Distrito Federal enviado a Moraes em 15 de outubro
registrou, entre os dias 8 e 14, visitas de familiares, de advogados e de dois médicos
à casa. O relatório não informa os motivos dos atendimentos. Outro pedido da defesa,
para uma visita específica, já havia sido tema de [matéria da Folha sobre uma visita negada](https://folhadepatrocinio.com/noticias/visita-negada-a-bolsonaro/).

## Homem é detido na porta da casa

Na noite de domingo (25), um homem foi detido nas imediações da casa de Bolsonaro
depois de discutir com um policial militar que faz a segurança do local. A Polícia
Militar do Distrito Federal informou que não houve tentativa de invasão e que o 
caso foi registrado como desacato ao policial. O homem foi levado à 30ª Delegacia
de Polícia, em São Sebastião. Sua identidade não foi divulgada, e não há informação
oficial sobre o que ele disse ao policial. A Folha não tem confirmação sobre a situação
do detido depois do registro.

O que vem agora: Moraes é o relator da execução penal e decide sobre o cadastro 
dos profissionais de saúde. O pedido e as decisões acima constam no processo do 
STF, e esta reportagem será atualizada quando houver decisão. Aqui entram só fatos
de documentos e decisões e as informações oficiais da Polícia Militar, sem juízo
sobre as partes.

Sobre o futuro das penas dos condenados do 8 de janeiro, a Folha explicou em [indulto a Bolsonaro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/indulto-a-bolsonaro/)
o que depende de Lula e o que depende do Congresso.
