# Bandeira amarela continua na conta de luz em setembro

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- Published: 2026-08-31T15:00:38-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

A bandeira amarela em setembro vai continuar pesando na conta de luz de quem mora
em Patrocínio e no restante do Brasil. A [Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou](https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202608/aneel-mantem-bandeira-tarifaria-amarela-em-setembro)
na sexta-feira (28) que a cobrança extra segue valendo no mês que vem, o quinto 
mês seguido com essa classificação.

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 * [Quanto custa a bandeira amarela em setembro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bandeira-amarela-em-setembro/#Quanto_custa_a_bandeira_amarela_em_setembro)
 * [Por que a bandeira amarela em setembro se repete](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bandeira-amarela-em-setembro/#Por_que_a_bandeira_amarela_em_setembro_se_repete)
 * [O que muda para quem mora em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bandeira-amarela-em-setembro/#O_que_muda_para_quem_mora_em_Patrocinio)
 * [Como funciona a fiscalização da bandeira tarifária](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bandeira-amarela-em-setembro/#Como_funciona_a_fiscalizacao_da_bandeira_tarifaria)

## Quanto custa a bandeira amarela em setembro

Com a bandeira amarela, o consumidor paga um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh
consumidos, o equivalente a R$ 0,01885 por kWh. O valor final na fatura varia de
acordo com o consumo de cada casa ou estabelecimento: quanto maior o gasto de energia
no mês, maior o impacto da bandeira no total a pagar.

O sistema de bandeiras tarifárias tem quatro níveis, e cada um representa um custo
adicional diferente:

 * Verde: sem cobrança extra.
 * Amarela: acréscimo de R$ 0,01885 por kWh.
 * Vermelha, patamar 1: acréscimo de R$ 0,04463 por kWh.
 * Vermelha, patamar 2: acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.

## Por que a bandeira amarela em setembro se repete

Segundo a Aneel, a bandeira amarela está em vigor desde maio e reflete condições
menos favoráveis para a geração de energia no país. Isso costuma acontecer quando
os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos por causa da estiagem, obrigando
o sistema elétrico a acionar usinas termelétricas para complementar o fornecimento.
Como a energia gerada nessas usinas custa mais caro, esse valor extra é repassado
ao consumidor pela bandeira tarifária.

O mecanismo existe desde 2015 e funciona como um aviso mensal: ele informa ao consumidor,
com antecedência, se a energia daquele mês vai custar mais caro do que o previsto
na tarifa normal, sem esperar o reajuste anual da distribuidora.

![Sede da Cemig em Belo Horizonte, distribuidora que atende Patrocínio e cobra a
bandeira amarela em setembro](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/
08/cemig-sede-corpo.jpg)

Sede da Cemig, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia em Patrocínio.
Foto: Andrevruas/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

## O que muda para quem mora em Patrocínio

Em Patrocínio, a distribuição de energia é feita pela Cemig, e a bandeira tarifária
definida pela Aneel vale igual para todo o estado. Mesmo sem nenhuma mudança na 
fatura local, o consumidor patrocinense paga a mesma cobrança adicional aplicada
em qualquer outro município atendido pela concessionária. A companhia enfrenta outras
questões na cidade além da bandeira tarifária: o Ministério Público de Minas Gerais
abriu recentemente um [inquérito contra a Cemig em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/inquerito-contra-a-cemig/),
relacionado a problemas na rede elétrica do município.

Para quem quer reduzir o impacto da bandeira amarela na conta, a orientação da Aneel
é evitar desperdício e usar os equipamentos elétricos de forma mais eficiente. Não
deixar aparelhos ligados sem necessidade e usar o chuveiro elétrico por menos tempo
nos horários de pico já ajudam a segurar o total da fatura ao longo do mês.

## Como funciona a fiscalização da bandeira tarifária

A definição da bandeira de cada mês cabe exclusivamente à Aneel, que avalia as condições
do sistema elétrico nacional antes de anunciar a classificação, sempre no fim do
mês anterior. A agência também publica mensalmente os dados que embasam a decisão,
o que permite acompanhar a evolução dos custos de geração ao longo do ano. Historicamente,
os meses mais secos, entre o fim do inverno e o início da primavera, concentram 
as bandeiras mais caras, justamente pelo efeito da estiagem sobre os reservatórios.

A Aneel ainda não informou quando a bandeira verde deve voltar a valer, o que depende
do volume de chuvas nos próximos meses e da recuperação dos níveis dos reservatórios
das hidrelétricas que abastecem o Sistema Interligado Nacional. Até lá, a bandeira
amarela em setembro segue sendo a referência para calcular o valor final da conta
de luz em todo o país, inclusive em Patrocínio.

O consumidor pode acompanhar qual bandeira está em vigor a cada mês direto na fatura
da Cemig, onde a classificação aparece destacada, ou pelos canais oficiais da distribuidora
e da própria Aneel. Guardar as contas anteriores também ajuda a comparar o consumo
mês a mês e identificar se algum equipamento específico está pesando mais na conta
do que o esperado.
