# Idosa de 68 anos morre em atropelamento em Carmo do Paranaíba

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- Published: 2026-09-02T23:38:03-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

Um atropelamento em Carmo do Paranaíba deixou uma mulher de 68 anos morta na tarde
desta terça-feira (1º), depois de ela ser atingida por uma caminhonete na Rua Santo
Antônio, perto do cruzamento com a Avenida Aristides de Melo, no Bairro Juscelino
Kubitschek. De acordo com as informações apuradas no local, a vítima caminhava no
mesmo sentido em que trafegava o veículo, um Fiat Toro, quando foi atingida. O Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito da idosa
ainda na cena.

Equipes da Polícia Militar e do Samu isolaram parte da via enquanto o atendimento
era feito, e o trânsito no trecho da Rua Santo Antônio ficou temporariamente interditado.
Carmo do Paranaíba fica a cerca de 100 km de Patrocínio, na [região do Alto Paranaíba](https://folhadepatrocinio.com/noticias/category/regiao/),
perto de outros municípios que a Folha já cobriu, como Patos de Minas e Rio Paranaíba.

![Viatura da Polícia Militar, ambulância do Samu e isolamento no local do atropelamento
em Carmo do Paranaíba](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/09/
atropelamento-carmo-do-paranaiba-corpo.jpg)

Samu e Polícia Militar isolaram a Rua Santo Antônio após o atropelamento. Foto: 
Paranaíba Mais

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 * [Como a Polícia Militar registrou o atropelamento em Carmo do Paranaíba](https://folhadepatrocinio.com/noticias/atropelamento-em-carmo-do-paranaiba/#Como_a_Policia_Militar_registrou_o_atropelamento_em_Carmo_do_Paranaiba)
 * [Motorista disse ter bebido, mas etilômetro não confirmou](https://folhadepatrocinio.com/noticias/atropelamento-em-carmo-do-paranaiba/#Motorista_disse_ter_bebido_mas_etilometro_nao_confirmou)
 * [O que acontece agora](https://folhadepatrocinio.com/noticias/atropelamento-em-carmo-do-paranaiba/#O_que_acontece_agora)

## Como a Polícia Militar registrou o atropelamento em Carmo do Paranaíba

A condutora da caminhonete, de 40 anos, ficou no local e prestou depoimento aos 
militares. Pelo relato dela, a pedestre desceu de repente da calçada, e não haveria
como evitar a colisão. A motorista contou ainda que, depois do primeiro impacto,
engatou a marcha à ré.

Uma testemunha de 32 anos, que presenciou a cena, deu à polícia uma versão diferente:
ao fazer a manobra de ré, disse ela, o veículo passou de novo por cima da vítima,
já caída no chão. A testemunha afirmou ter avisado a condutora para parar a manobra,
e foi só então que o carro se deslocou por uma curta distância. As duas versões 
constam no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar.

## Motorista disse ter bebido, mas etilômetro não confirmou

Durante o atendimento, a condutora disse aos policiais que havia ingerido bebida
alcoólica antes do acidente e relatou uso contínuo de medicamentos prescritos. Foram
aplicados dois testes de etilômetro, e os dois deram 0,00 mg/L. Moradores da região
contaram à Polícia Militar ter visto a motorista com uma garrafa de cerveja pouco
antes da chegada das equipes de socorro, item que, segundo os relatos, teria sido
descartado em seguida.

A Perícia Técnica esteve no local para os levantamentos do atropelamento em Carmo
do Paranaíba, e o veículo foi liberado a uma condutora habilitada que compareceu
à cena. A motorista de 40 anos recebeu atendimento médico e, depois, foi levada 
à Delegacia de Polícia Civil de plantão, em Patos de Minas, onde prestou esclarecimentos
e onde a autoridade policial tomou as providências cabíveis.

## O que acontece agora

Casos de atropelamento com morte costumam seguir para inquérito na Polícia Civil,
com base no boletim de ocorrência, no laudo da Perícia Técnica e nos depoimentos
colhidos no local. Cabe à autoridade policial concluir a investigação e enviar o
resultado ao Ministério Público, que decide se há elementos para eventual denúncia.
Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil de Patos de Minas não havia divulgado
prazo para a conclusão do inquérito sobre o atropelamento em Carmo do Paranaíba.

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, um atropelamento com morte costuma ser enquadrado
como homicídio culposo na direção de veículo automotor. A classificação pode mudar
se a perícia e o inquérito apontarem alguma circunstância que agrave a conduta, 
como embriaguez ao volante, o que, no caso da Rua Santo Antônio, os dois testes 
de etilômetro aplicados à motorista não confirmaram, mesmo com o relato dela própria
sobre o consumo de álcool antes do acidente. Também caberá à investigação apurar
a versão da testemunha sobre a manobra de ré e avaliar se ela muda o enquadramento
do caso.

O nome da vítima não foi divulgado pelas autoridades até o fechamento desta matéria.
A Folha de Patrocínio apurou o caso a partir de [publicação do portal Paranaíba Mais](https://paranaibamais.com.br/seguranca/idosa-morre-apos-ser-atropelada-por-caminhonete-em-carmo-do-paranaiba/),
que cobre o Alto Paranaíba e o Triângulo Mineiro, e acompanha o desdobramento junto
às fontes oficiais. Mais casos da editoria de [Policial](https://folhadepatrocinio.com/noticias/category/policial/)
podem ser conferidos aqui no site.
