# Ataque dos EUA ao Irã em Ormuz: oficial fala em ação “defensiva”, e a mídia iraniana relata explosões em Qeshm

- Link: https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/
- Published: 2026-11-03T16:40:28-03:00
- Author: Caio Menezes

O ataque dos EUA ao Irã atingiu alvos no Estreito de Ormuz, segundo autoridades 
americanas ouvidas sob anonimato pela imprensa e por agências internacionais. A 
mídia estatal iraniana relatou explosões na ilha de Qeshm, e um oficial dos EUA 
classificou a ação como “defensiva”. A operação ocorreu na madrugada de terça-feira(
3), no horário do Irã, véspera e dia das eleições de meio de mandato nos Estados
Unidos.

Até a publicação desta reportagem, não havia balanço oficial de mortos ou de danos,
e Washington não tinha anunciado a operação em público. A Folha reúne abaixo o que
foi confirmado por mais de uma fonte, o que cada lado diz e o que ainda não se sabe.

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/#)

 * [O que se sabe até agora](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/#O_que_se_sabe_ate_agora)
 * [O que dizem os Estados Unidos](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/#O_que_dizem_os_Estados_Unidos)
 * [O que diz o Irã](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/#O_que_diz_o_Ira)
 * [Por que o momento chama atenção](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/#Por_que_o_momento_chama_atencao)
 * [E a posição do Brasil?](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/#E_a_posicao_do_Brasil)
 * [O que a Folha não conseguiu confirmar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/#O_que_a_Folha_nao_conseguiu_confirmar)

## O que se sabe até agora

O horário local do Irã está 6h30 à frente de Brasília. Por isso, as reportagens 
divergem sobre o dia: algumas falam em segunda-feira (2), contando pelo horário 
de Brasília, e outras em terça-feira (3), contando pelo horário iraniano. Pelas 
contas da Folha, o ataque aconteceu na noite de segunda no Brasil e na madrugada
de terça no Irã.

A agência estatal iraniana IRNA informou que moradores ouviram cinco explosões em
sequência na ilha de Qeshm e viram duas aeronaves sobrevoando a região. Outra agência
iraniana relatou explosões também na ilha de Hengam e na área continental perto 
de Bandar Abbas. Qeshm fica no Estreito de Ormuz, a passagem por onde circula uma
parte relevante do petróleo transportado por mar no mundo.

![Estreito de Ormuz com petroleiro e navio de guerra, em ilustração sobre o ataque
dos EUA ao Irã](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/11/ataque-
dos-eua-ao-ira-2.webp)

Ilustração gerada por IA (Gemini). Não é foto do fato.

## O que dizem os Estados Unidos

Um oficial americano, que pediu anonimato e não teve o nome nem o cargo divulgados,
disse que os ataques foram “defensivos” e que os alvos eram bases de lançamento 
de mísseis usadas contra bens dos Estados Unidos na região. Autoridades ouvidas 
pela imprensa americana descreveram a ação como limitada e de pequena escala, com
o objetivo de impedir novos ataques iranianos a embarcações no estreito.

Segundo relatos da imprensa americana, a operação não foi anunciada publicamente
para evitar a impressão de que Washington retomava combates em larga escala, e seria
a mais recente de várias ações militares na região que não foram reconhecidas oficialmente.
Seria também a primeira operação americana contra o Irã desde setembro.

## O que diz o Irã

A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter detectado dois drones americanos
sobre Qeshm e ter derrubado os dois. A Folha não conseguiu confirmar essa informação
com uma fonte independente. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf,
disse que o país está preparado para a guerra, mas apresentou uma “resposta racional”
a Washington. Autoridades iranianas voltaram a alertar que haverá retaliação em 
larga escala se os EUA retomarem a guerra.

## Por que o momento chama atenção

O presidente Donald Trump havia dito que os Estados Unidos não atacariam o Irã antes
das eleições de meio de mandato, que aconteceram nesta terça. Horas antes da abertura
das urnas, segundo relatos, ele afirmou que o país ainda poderia ter de atingir 
uma instalação subterrânea no centro do Irã, suspeita de abrigar atividades nucleares,
o que Teerã nega.

O ataque também ocorreu com negociações em curso. Conversas indiretas entre os dois
países, com mediação do Catar e do Paquistão, começaram no fim de outubro e não 
tiveram resultado até agora. O vice-presidente J.D. Vance falou em “algum progresso”,
e o chanceler iraniano Abbas Araghchi confirmou os contatos indiretos. Uma autoridade
iraniana disse que o país reabriria o estreito em dois dias, mas só se Washington
aceitar uma lista de exigências. Na segunda-feira, os preços do petróleo caíram 
mais de 7% com a expectativa de um acordo.

O conflito é anterior a este episódio. Reportagens situam o início da guerra em 
28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano,
e o Irã mantém o controle de fato da passagem por Ormuz desde então.

## E a posição do Brasil?

Um vídeo que circula nas redes sociais diz que o “Brasil se manifesta contra Trump”
por causa do ataque. A Folha procurou registro dessa manifestação e não encontrou
nota do Itamaraty nem declaração do governo brasileiro sobre o episódio. Notas oficiais
podem ser conferidas na página de [notas à imprensa do Itamaraty](https://www.gov.br/mre/pt-br/canais_atendimento/imprensa/notas-a-imprensa).
Enquanto isso não aparecer lá, a informação do vídeo segue sem confirmação.

A Folha já checou outros conteúdos sobre Trump que circulam nas redes, como a frase
sobre [a “esquerda radical” no Brasil, que é de setembro de 2025](https://folhadepatrocinio.com/noticias/trump-esquerda-radical/),
e o vídeo que fala em [uma invasão do Brasil, sem anúncio nem documento](https://folhadepatrocinio.com/noticias/invasao-do-brasil/).
Sobre o presidente americano e a eleição brasileira, veja também [o que Trump disse sobre o resultado](https://folhadepatrocinio.com/noticias/eleicao-foi-uma-desgraca/).

## O que a Folha não conseguiu confirmar

Não há confirmação independente de mortos, feridos ou da extensão dos danos, e os
dois lados não divulgaram um balanço. Também não está claro se Washington reconhecerá
a operação oficialmente. A Folha atualiza esta reportagem quando houver posição 
oficial dos Estados Unidos, do Irã ou do Brasil.

_Ilustração gerada por IA (Gemini). Não é foto do fato._
