# Mulher relata ameaça de morte em Patrocínio e tem cabelo cortado pelo companheiro

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- Published: 2026-09-11T09:07:59-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

Uma mulher de 28 anos denunciou um caso de **ameaça de morte em Patrocínio** nesta
semana, depois de relatar à Polícia Militar que foi agredida pelo próprio companheiro,
teve o cabelo cortado à força e recebeu a promessa de que ele voltaria armado para
matá-la. A ocorrência foi registrada pelo 46º Batalhão da PM (46º BPM) e encaminhada
às autoridades competentes.

Segundo o boletim da corporação, a vítima procurou a sede do batalhão acompanhada
do pai para relatar o episódio de ameaça de morte em Patrocínio, que teria ocorrido
dias antes dentro da própria residência do casal.

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 * [O que motivou a denúncia de ameaça de morte em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ameaca-de-morte-em-patrocinio/#O_que_motivou_a_denuncia_de_ameaca_de_morte_em_Patrocinio)
 * [Como foi o atendimento no 46º Batalhão](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ameaca-de-morte-em-patrocinio/#Como_foi_o_atendimento_no_46o_Batalhao)
 * [Um padrão que se repete na cidade](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ameaca-de-morte-em-patrocinio/#Um_padrao_que_se_repete_na_cidade)
 * [Onde buscar ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ameaca-de-morte-em-patrocinio/#Onde_buscar_ajuda)

## O que motivou a denúncia de ameaça de morte em Patrocínio

De acordo com o relato da mulher à Polícia Militar, as agressões aconteceram por
volta das 20h de um domingo, enquanto ela estava deitada em casa. O companheiro,
de 35 anos, teria utilizado um calçado e um pedaço de madeira para agredi-la e, 
na sequência, cortado seu cabelo com uma máquina.

A vítima apresentava hematomas nos braços e nas pernas, além de lesões na região
do pescoço que, segundo seu relato, teriam sido provocadas pelo uso de uma corda
durante a agressão. Ela contou ainda que o homem fez ameaças diretas de morte, chegando
a afirmar que iria até Uberlândia buscar uma arma de fogo com a intenção de matá-
la.

A Polícia Militar registrou que a mulher já vinha sendo ameaçada com frequência 
e que o companheiro possui histórico de outras ocorrências envolvendo violência 
doméstica. Nenhuma das partes teve o nome divulgado pela corporação, e a Folha de
Patrocínio mantém essa reserva por não haver identificação oficial nem indiciamento
formalizado até o momento.

![Viatura do 46º BPM usada no patrulhamento rural, ilustrativa do caso de ameaça
de morte em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/09/
viatura-46bpm-patrulhamento-rural-patrocinio.jpg)

Viatura do 46º Batalhão da Polícia Militar, unidade responsável pelo registro da
ocorrência. Foto: Divulgação/46º BPM

## Como foi o atendimento no 46º Batalhão

Ao chegar à sede do 46º BPM, a vítima recebeu orientações da própria corporação 
sobre as medidas de proteção disponíveis na legislação brasileira e manifestou interesse
em solicitar uma medida protetiva de urgência, mecanismo previsto na Lei Maria da
Penha que pode determinar o afastamento imediato do agressor do lar e a proibição
de qualquer contato com a vítima.

A ocorrência foi formalizada e encaminhada às autoridades competentes para que as
demais providências cabíveis sejam tomadas, incluindo a investigação pela Polícia
Civil. Casos de violência doméstica em Patrocínio costumam seguir esse mesmo rito:
registro pela PM, encaminhamento à delegacia e, quando solicitado, análise judicial
do pedido de medida protetiva, que pode ser deferida em caráter de urgência mesmo
antes da conclusão do inquérito.

## Um padrão que se repete na cidade

Não é a primeira vez que a Folha de Patrocínio registra um caso do tipo na cidade
em poucas semanas. Em setembro, a reportagem já havia coberto o caso de uma [mulher que pediu medida protetiva após sofrer agressão em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medida-protetiva/)
e também uma [denúncia de violência doméstica envolvendo uma vítima grávida](https://folhadepatrocinio.com/noticias/violencia-domestica-em-patrocinio/).
A Prefeitura e entidades locais promoveram campanhas de conscientização ao longo
do ano, incluindo o mutirão do Agosto Lilás, mas os boletins de ocorrência continuam
chegando ao 46º BPM praticamente toda semana.

O histórico de ocorrências anteriores contra o mesmo agressor, citado pela própria
Polícia Militar no caso desta semana, costuma pesar na análise do juiz quando a 
vítima pede medida protetiva: quanto mais registros existirem, mais rápido a Justiça
tende a decidir pelo afastamento imediato, mesmo antes de a Polícia Civil concluir
o inquérito.

## Onde buscar ajuda

Quem estiver em situação de violência doméstica em Patrocínio ou na região pode 
acionar a Polícia Militar pelo telefone 190, registrar boletim de ocorrência na 
Polícia Civil ou ligar para o Disque 100, canal nacional de direitos humanos. A **
Central de Atendimento à Mulher** funciona também pelo número 180, todos os dias,
com sigilo garantido.

A medida protetiva de urgência está prevista na [Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm)
e pode ser solicitada diretamente na delegacia ou no plantão judiciário, sem custo
para a vítima. Entre as medidas possíveis estão o afastamento do agressor do lar,
a proibição de aproximação e contato, e a suspensão da posse de armas de fogo quando
aplicável.

A Folha de Patrocínio segue acompanhando o desdobramento deste caso de ameaça de
morte em Patrocínio. Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil não havia divulgado
se o homem foi localizado ou ouvido sobre as acusações.
