# Agressão em São João del-Rei: moradora de Dores de Campos relata à PM queda de carro de aplicativo após primeiro encontro

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- Published: 2026-11-02T10:28:11-03:00
- Author: Caio Menezes

Uma moradora de Dores de Campos (MG), de 36 anos, procurou a Polícia Militar para
relatar que foi agredida por um homem de 27 anos que conheceu pelo Facebook, durante
o primeiro encontro presencial dos dois, em São João del-Rei. A agressão em São 
João del-Rei teria acontecido no sábado (31), e ela foi levada pelos policiais à
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dor forte na perna direita. A Folha encontrou
apenas uma publicação com os detalhes, que se baseia no relato dela à PM, e não 
localizou boletim de ocorrência, nota da corporação nem informação de que o homem
tenha sido identificado ou preso. Por isso, a matéria trata tudo como relato e não
cita o nome de ninguém.

Table of Contents

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 * [O que a moradora relatou à Polícia Militar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/agressao-em-sao-joao-del-rei/#O_que_a_moradora_relatou_a_Policia_Militar)
 * [O que ainda não está confirmado](https://folhadepatrocinio.com/noticias/agressao-em-sao-joao-del-rei/#O_que_ainda_nao_esta_confirmado)
 * [Onde pedir ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/agressao-em-sao-joao-del-rei/#Onde_pedir_ajuda)
 * [Cuidados no primeiro encontro com alguém da internet](https://folhadepatrocinio.com/noticias/agressao-em-sao-joao-del-rei/#Cuidados_no_primeiro_encontro_com_alguem_da_internet)
 * [Outros casos de violência contra a mulher na região](https://folhadepatrocinio.com/noticias/agressao-em-sao-joao-del-rei/#Outros_casos_de_violencia_contra_a_mulher_na_regiao)

## O que a moradora relatou à Polícia Militar

Segundo o relato, a mulher saiu de Dores de Campos e viajou até São João del-Rei
para conhecer pessoalmente o homem. O encontro era na casa da mãe dele. Em determinado
momento, ele recebeu uma ligação e avisou que precisaria sair de repente. Ela disse
que queria acompanhá-lo, e ele reagiu de forma exaltada e a empurrou.

Depois, de acordo com a versão apresentada, o homem chamou um carro de aplicativo.
Quando o veículo chegou, ele entrou rapidamente e, ao perceber que a mulher tentava
entrar pela porta de trás, mandou o motorista seguir. O condutor acelerou, e ela
caiu no chão. Com dor na perna direita, foi socorrida por policiais militares e 
levada à UPA, onde recebeu atendimento. Os policiais também a orientaram sobre os
procedimentos legais que ela pode adotar.

![Agressão em São João del-Rei: imagem ilustrativa, sem rosto visível](https://folhadepatrocinio.
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Imagem ilustrativa. Imagem: Reprodução.

## O que ainda não está confirmado

A Folha não conseguiu confirmar o relato com fonte oficial. Não há, até esta segunda-
feira (2), registro público de boletim de ocorrência, nome do suspeito, prisão ou
investigação aberta pela Polícia Civil. Também não se sabe se o motorista do carro
de aplicativo foi identificado ou ouvido, e nada indica que ele tenha agido de propósito:
o relato diz apenas que ele acelerou depois da ordem do passageiro. O estado de 
saúde da mulher além da dor na perna também não foi informado.

Quem apresenta uma denúncia não prova o crime, e quem é acusado tem direito de se
defender. A matéria é atualizada se a Polícia Militar ou a Polícia Civil divulgar
informações, ou se algum dos envolvidos se manifestar.

## Onde pedir ajuda

Quem sofre ou presencia agressão deve ligar para o 190, da Polícia Militar. O Ligue
180 atende mulheres em situação de violência, de graça e a qualquer hora, e orienta
sobre os caminhos legais. A vítima pode registrar o caso numa delegacia, inclusive
numa Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, e pedir exame de corpo de 
delito.

A Lei Maria da Penha, de 2006, considera violência doméstica e familiar também a
que acontece numa relação íntima de afeto, ainda que o agressor e a vítima não morem
juntos (artigo 5º, inciso III). Se o caso se enquadra nessa lei é uma avaliação 
da polícia e da Justiça. O Ministério Público e a Defensoria Pública também atendem
quem precisa de orientação.

## Cuidados no primeiro encontro com alguém da internet

O caso reacende um alerta que a polícia repete: encontros com pessoas conhecidas
só pela internet pedem cuidado. Entre as orientações mais comuns estão marcar o 
primeiro encontro em lugar público e movimentado, avisar um familiar ou amigo sobre
onde e com quem vai estar, compartilhar a localização em tempo real, pedir o próprio
transporte e não depender do carro nem da casa da outra pessoa. Nada disso transfere
culpa a quem foi agredida: a responsabilidade pela violência é sempre de quem a 
pratica.

## Outros casos de violência contra a mulher na região

O assunto aparece com frequência no noticiário da região. Em Salitre de Minas, a
Polícia Militar [prendeu um homem suspeito de agredir a companheira](https://folhadepatrocinio.com/noticias/preso-em-salitre-de-minas/).
Em Patrocínio, um homem de 36 anos foi [preso em flagrante por importunação sexual](https://folhadepatrocinio.com/noticias/importunacao-sexual-em-patrocinio/).
E o suspeito de matar Priscila [já tinha uma condenação por descumprir medida protetiva](https://folhadepatrocinio.com/noticias/suspeito-de-matar-priscila/),
segundo as informações apuradas pela Folha.
