# Advogada e filho em Cotia: Polícia Civil prende empresário de 41 anos suspeito das mortes

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- Published: 2026-11-04T23:36:26-03:00
- Author: Caio Menezes

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta quarta-feira (4) o empresário
Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, suspeito das mortes da advogada Anna 
Gabriela Faria Lima, de 29, e do filho dela, de 6 anos, em Cotia, na Grande São 
Paulo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a prisão em nota e informou
que o homem é investigado “pelas mortes de uma mulher, de 29, e do filho dela”.

O caso de advogada e filho em Cotia é investigado como feminicídio e vicaricídio,
nome dado ao assassinato de um filho ou parente para atingir a mãe. A Justiça decretou
a prisão temporária do suspeito, por 30 dias, a pedido da Polícia Civil. Até a publicação
desta reportagem, a defesa dele não tinha se manifestado.

![Prisão do suspeito das mortes de advogada e filho em Cotia](https://folhadepatrocinio.
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Momento da prisão do empresário Eric Conrado Alves de Almeida, na noite de quarta-
feira (4). Foto: Reprodução

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 * [Como foi a prisão do suspeito](https://folhadepatrocinio.com/noticias/advogada-e-filho-em-cotia/#Como_foi_a_prisao_do_suspeito)
 * [Advogada e filho em Cotia: o que dizem as câmeras e as testemunhas](https://folhadepatrocinio.com/noticias/advogada-e-filho-em-cotia/#Advogada_e_filho_em_Cotia_o_que_dizem_as_cameras_e_as_testemunhas)
 * [O que muda desde a primeira reportagem](https://folhadepatrocinio.com/noticias/advogada-e-filho-em-cotia/#O_que_muda_desde_a_primeira_reportagem)
 * [Feminicídio e vicaricídio na lei](https://folhadepatrocinio.com/noticias/advogada-e-filho-em-cotia/#Feminicidio_e_vicaricidio_na_lei)
 * [Como pedir ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/advogada-e-filho-em-cotia/#Como_pedir_ajuda)

## Como foi a prisão do suspeito

Segundo a Polícia Civil, Eric foi localizado numa casa no bairro do Jaguaré, na 
zona oeste da capital paulista. A operação foi comandada pela delegada Monica Gamboa,
que relatou que ele estava alterado no momento da abordagem. Depois da prisão, o
empresário seria ouvido na Delegacia de Cotia, que conduz a investigação.

Ele estava foragido desde a madrugada de segunda-feira (2). Como tem passaporte 
português, a polícia pediu à Interpol que incluísse o nome dele na lista de difusão
vermelha, usada para localizar procurados no exterior. A SSP havia informado essa
inclusão antes da captura.

Há uma divergência sobre o local exato. Parte dos relatos sobre a operação fala 
que ele estava com os pais numa casa em Osasco. A informação atribuída à Polícia
Civil cita o Jaguaré. A SSP não detalhou as circunstâncias da captura.

## Advogada e filho em Cotia: o que dizem as câmeras e as testemunhas

De acordo com o boletim de ocorrência, câmeras do condomínio registraram a chegada
de Anna Gabriela, do filho e de Eric por volta das 21h35 de domingo (1º). O suspeito
deixou o prédio sozinho às 2h14 de segunda-feira, numa caminhonete branca.

Os corpos foram encontrados na noite de terça-feira (3), num apartamento do condomínio,
no bairro Lajeado. A mãe de Anna Gabriela já tinha registrado o desaparecimento 
da filha e do neto. A causa das mortes ainda depende dos laudos do Instituto Médico
Legal.

A polícia chegou ao endereço porque, segundo o boletim, o próprio Eric telefonou
para um escritório de advocacia em Campinas, disse que tinha matado os dois e informou
onde estavam os corpos. Uma advogada do escritório foi à Delegacia de Cotia comunicar
o caso.

Testemunhas e parentes disseram à polícia que o relacionamento tinha idas e vindas,
com episódios de violência doméstica, ameaças e perseguição. Uma delas contou que
o empresário chegou a mostrar uma arma de fogo para intimidar a ex-namorada. A Polícia
Civil ainda apura a motivação e se outras pessoas participaram do crime.

## O que muda desde a primeira reportagem

Na noite de terça, quando a Folha publicou a [primeira reportagem sobre as mortes em Cotia](https://folhadepatrocinio.com/noticias/mortos-em-cotia/),
a informação atribuída à Polícia Militar era de que o principal suspeito era um 
ex-namorado da advogada, que não tinha sido localizado. Sem confirmação oficial 
da autoria, o nome dele não foi publicado. Com a prisão confirmada pela SSP e a 
ordem judicial de prisão temporária, a Folha passou a identificar o investigado.

Ele continua sendo suspeito. A prisão temporária serve para a investigação e não
equivale a condenação. Quem decide se haverá denúncia é o Ministério Público, depois
do inquérito.

## Feminicídio e vicaricídio na lei

Desde outubro de 2024, o feminicídio é crime autônomo no Código Penal, com pena 
de 20 a 40 anos de prisão. A pena aumenta quando o crime é cometido na presença 
de descendente da vítima ou contra menor de 14 anos. O termo vicaricídio não é um
crime separado na lei, mas é usado por investigadores e especialistas para descrever
a morte de um filho para punir ou fazer sofrer a mãe.

Em Minas, a Folha noticiou nas últimas semanas a [prisão do suspeito de matar Priscila](https://folhadepatrocinio.com/noticias/suspeito-de-matar-priscila/)
e um caso de [estrangulamento em João Pinheiro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/estrangulamento-em-joao-pinheiro/).

## Como pedir ajuda

Mulheres em situação de violência podem ligar para o 180, a Central de Atendimento
à Mulher, que funciona 24 horas e é gratuita. Em emergência, o número é o 190, da
Polícia Militar. Em Patrocínio, a denúncia também pode ser feita na Delegacia de
Polícia Civil. Mais informações sobre a rede de atendimento estão no [site do Ligue 180](https://www.gov.br/mulheres/pt-br/ligue180).
