# ADA de Patrocínio cuida de 56 cães e cobra castração como política pública

- Link: https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/
- Published: 2026-09-09T10:26:29-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

São 56 cães, 13 gatos e cinco cavalos sob cuidado de uma associação que vive de 
doação. A presidente da **ADA de Patrocínio**, Michele Zanin, foi ao programa Rádio
Comunidade cobrar que a castração vire política pública efetiva no município e falar
da conta que não fecha.

A Associação Defensora dos Animais resgata e abriga animais abandonados na cidade.
Hoje mantém 24 deles disponíveis para adoção e aguarda um repasse de R$ 300 mil.

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/#)

 * [Os números da ADA de Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/#Os_numeros_da_ADA_de_Patrocinio)
 * [Castração como política pública](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/#Castracao_como_politica_publica)
 * [As outras quatro cobranças](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/#As_outras_quatro_cobrancas)
 * [O que a lei já prevê em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/#O_que_a_lei_ja_preve_em_Patrocinio)
 * [Como ajudar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/#Como_ajudar)
 * [O que ainda não está definido](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ada-de-patrocinio/#O_que_ainda_nao_esta_definido)

## Os números da ADA de Patrocínio

O abrigo cuida atualmente de 56 cães. Além deles, a associação resgatou 13 gatos
e cinco cavalos, animais de porte que exigem espaço, alimentação e cuidado veterinário
próprios.

Dos animais sob cuidado, 24 estão disponíveis para adoção. O repasse de R$ 300 mil
aguardado pela entidade é a principal expectativa de fôlego financeiro no curto 
prazo.

![A presidente da ADA de Patrocinio em entrevista sobre a causa animal no municipio](
https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/09/ada-de-patrocinio-presidente-
entrevista.jpg)

Michele Zanin, presidente da ADA, durante a entrevista em que cobrou castração como
política pública. Foto: Rádio Difusora FM 95.3

## Castração como política pública

A principal cobrança de Michele Zanin é transformar a castração em política pública
efetiva, e não em mutirão eventual. O raciocínio é aritmético: uma cadela pode ter
duas ninhadas por ano, e cada ninhada devolve à rua mais animais do que qualquer
abrigo consegue absorver.

Sem castração em escala, o abrigo trabalha sempre atrás do problema. É por isso 
que entidades de proteção animal tratam o procedimento como controle populacional,
não como serviço veterinário isolado.

## As outras quatro cobranças

A presidente da ADA de Patrocínio também pediu critérios técnicos para o recolhimento
de animais comunitários, aqueles que vivem numa rua ou praça sob cuidado coletivo
dos moradores e não têm dono único. Recolher sem critério retira da rua um animal
que já tinha alguém cuidando.

Pediu ainda mais fiscalização das leis que já existem contra o abandono, regulamentação
sobre reprodução e controle da venda clandestina de animais. Os quatro pontos apontam
para o mesmo lugar: a entrada de animais na rua é maior que a capacidade de retirada.

## O que a lei já prevê em Patrocínio

A cobrança por fiscalização se apoia em legislação que já existe. Em agosto, a Câmara
Municipal aprovou projeto que prevê [suspensão da CNH para quem abandonar animais](https://folhadepatrocinio.com/noticias/suspensao-da-cnh/),
uma das medidas que a associação quer ver aplicada na prática.

No âmbito federal, a Lei nº 9.605/1998, de crimes ambientais, tipifica maus-tratos
a animais no artigo 32. A pena foi agravada pela Lei nº 14.064/2020 para cães e 
gatos, que passou a prever reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição de guarda.
O texto está disponível no [portal da Presidência da República](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm).

## Como ajudar

Entidades como a ADA de Patrocínio se sustentam por doação de ração, medicamento
e material de limpeza, por apadrinhamento mensal e por trabalho voluntário no abrigo.
Adotar um dos 24 animais disponíveis libera vaga para outro resgate, o que é a forma
de ajuda com efeito mais direto na fila.

A adoção responsável passa por uma conversa sobre rotina, espaço e custo antes da
entrega, porque devolução de animal adotado é comum quando a decisão foi por impulso.
Entidades pedem esse filtro justamente para não repetir o abandono que motivou o
resgate.

Lar temporário também conta. É o arranjo em que a pessoa abriga o animal por um 
período determinado, enquanto ele se recupera ou espera adoção definitiva, sem assumir
o compromisso permanente.

## O que ainda não está definido

A entrevista foi ao ar no programa Rádio Comunidade, da Rádio Difusora FM 95.3, 
na segunda-feira (8). A Folha não obteve confirmação sobre a origem, o prazo e as
condições do repasse de R$ 300 mil citado pela presidente. Não há, até agora, posicionamento
da Prefeitura sobre as quatro cobranças apresentadas nem cronograma para um programa
permanente de castração.

Outras pautas da cidade ficam reunidas na [editoria Cidade](https://folhadepatrocinio.com/category/cidade/)
da Folha de Patrocínio.
